Rio de Janeiro é o primeiro estado a consolidar seu Fórum de Gestores

Em uma reunião, coordenada pela ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o Rio de Janeiro formalizou hoje a consolidação de seu Fórum de Gestores Federais. A proposta é buscar uma sintonia mais fina não apenas entre os órgãos, mas com os estados e municípios, a fim de servir de canal de interlocução entre o governo federal e a população. A ministra contou que, em Mato Grosso, os órgãos uniram-se às universidades e construíram um plano de saneamento básico para 108 municípios. Encontrar soluções práticas para questões estratégicas dos estados é o grande desafio dos fóruns estaduais, que passarão a trocar experiências através de videoconferências que acontecerão mensalmente, sempre coordenadas pela ministra e com temas sensíveis a grande parte da população. - Os fóruns precisam encontrar seus caminhos, já que ninguém quer vir a reuniões para ficar apenas na conversa. O Rio de Janeiro, por já ter sido capital, tem um perfil diferenciado, com grande número de órgãos com central aqui, mas abrangência nacional. Acho que a proposta de criação de comissões setoriais pode ser um caminho interessante – frisou a ministra. A proposta é que, a partir do dia 24 de Março, mensalmente, a cada última segunda-feira de cada mês, aconteçam as videoconferências. Nessa primeira serão abordados o Pronatec e o Pronacampo, importantes programas na área de qualificação profissional que, muitas vezes, não são reconhecidos nos estados como uma fonte de formação de mão de obra. A ideia é que cada sessão trabalhe temas que afetam diretamente a população, pela falta de informação na ponta, já que os principais órgãos gerenciadores desses programas não possuem superintendências regionais. Ficou definido ainda que, a partir do dia 16 de Maio, haverá oficinas de planejamento para os fóruns, sendo o Rio de Janeiro o primeiro estado a definir sua participação. O Rio saiu na frente na análise do projeto de lei que pretende mudar a Lei das Licitações e Contratos, Nº 8.666/93, uma vez que a atual legislação engessa o serviço público. Numa primeira discussão no Fórum fluminense o projeto, que é de autoria do deputado José Guimarães, do Ceará, foi visto como uma boa alternativa. - O Rio de Janeiro poderá enviar suas posições para Brasília, onde estamos trabalhando com Medidas Provisórias que estendem o Regime Diferenciado de Contratação – RDC para alguns setores. A discussão de alternativas à Lei das Licitações é importante para que possamos construir novas propostas – defendeu a ministra. Para a gerente geral de Relações Institucionais e Comunicação da Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A – NUCLEP, Marília Baracat, que apresentou um relatório sobre as ações do Fórum ao longo de seu primeiro ano de existência, o grupo achou um caminho. Do “choro” das primeiras reuniões à busca de soluções foi um caminho relativamente curto, principalmente pela grande quantidade de empresas com perfis e realidades totalmente diversas. A gerente regional de Governo da Superintendência da Caixa Econômica Federal no Rio de Janeiro, Louise Dias, lembrou que os gestores fluminenses querem servir de canal entre o governo federal e a população, reforçando a presença da União no dia a dia do estado, assim como espera ser também um canal de transmissão dos anseios do povo ao governo. - As primeiras reuniões foram de muito choro, mas durante o processo fomos criando uma nova dinâmica, com pautas específicas. Hoje temos apenas 31% dos órgãos participando ativamente, mas tenho certeza de que outros irão se agregar. Os desafios são grandes, mas temos consciência da capacidade do grupo em oferecer um trabalho de qualidade – ressaltou Marília. Participaram do encontro, além da ministra, e das gerentes Marília Baracat e Louise Dias, o presidente da NUCLEP, Jaime Cardoso; Ernandes Macário e Darci Pasqualotto, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI); Jalisson Lage, o diretor de Infraestrutura Social, Meio Ambiente, Agropecuária e Inclusão Social, Guilherme Lacerda, e o chefe de gabinete do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Sérgio Gusmão; Ana Caldas e o superintendente da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), Eduardo Fonseca de Moraes; José Antonio Castellano, da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM); Marcelo Del Rei e Ademir Tardelli, do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI); Rosana Alcântara e Ediney Sanchez, da Agência Nacional do Cinema (Ancine); Thiago Paiva Chaves, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM); Ricardo de Castro Lima e Alexandre Jorge Esteves, da Escola Superior de Guerra (ESG); Manoel Aguinaldo Guimarães, da Eletrobrás; Claudio Negrão, da Transpetro; e as professoras Rosangela Gomes e Maria do Rosário Leão, da Uni-Rio.