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  • Ministro conhece processo de fabricação de submarinos na NUCLEP

    O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clélio Campolina Diniz, conheceu na tarde da terça-feira (25/11) o processo de fabricação dos submarinos no parque industrial da Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A – NUCLEP, em Itaguaí. O presidente Jaime Cardoso e os diretores Industrial e Comercial, Liberal Zanelatto e Alexandre Gadelha, respectivamente, mostraram ainda todas as obras que estão sendo desenvolvidas na fábrica, atendendo aos mais diversos segmentos. Jaime Cardoso lembrou que, única indústria pesada dentro do ministério, a NUCLEP sempre respondeu com qualidade às necessidades estratégicas do país, mostrando a capacidade da engenharia nacional. A empresa continua sendo a responsável por desenvolver as soluções para as empresas brasileiras, como a produção de cilindros 30B e 48Y, para armazenamento de urânio, que antes eram comprados no mercado internacional. - Atendemos hoje a Marinha, com os cascos resistentes dos submarinos; a Eletronuclear, com os equipamentos para Angra III; e a Petrobras, com módulos, em parceria com as empresas EBE e EBSE; e bocas de sino para plataformas e navios de armazenamento (FPSO), entre nossos principais clientes. Uma carteira diferenciada para atender a todos os grandes projetos do país – frisou Cardoso. O assessor da Diretoria Industrial, Guilherme Alves, fez uma apresentação sobre as necessidades de investimento na empresa. Pronta a comemorar seus 35 anos, em 2015, a NUCLEP sofre com o processo de atualização dos equipamentos, que começou há cerca de dez anos. O assessor lembrou que a empresa tem boas perspectivas na área nuclear, com o contrato com a Marinha para o desenvolvimento dos equipamentos para o submarino a propulsão nuclear. Campolina ficou impressionado com a estrutura da NUCLEP e com o processo de fabricação dos equipamentos. Ele entendeu as necessidades da empresa e comprometeu-se a buscar formas de garantir o processo de modernização da empresa, que permitirá contratações de mais obras. - Percebi alguns problemas e entendo a real necessidade da NUCLEP. Vamos pensar em reforçar os investimentos e a estrutura esse ano – concluiu o ministro.

  • Ministro conhece processo de fabricação de submarinos na NUCLEP

    O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clélio Campolina Diniz, conheceu na tarde da terça-feira (25/11) o processo de fabricação dos submarinos no parque industrial da Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A – NUCLEP, em Itaguaí. O presidente Jaime Cardoso e os diretores Industrial e Comercial, Liberal Zanelatto e Alexandre Gadelha, respectivamente, mostraram ainda todas as obras que estão sendo desenvolvidas na fábrica, atendendo aos mais diversos segmentos. Jaime Cardoso lembrou que, única indústria pesada dentro do ministério, a NUCLEP sempre respondeu com qualidade às necessidades estratégicas do país, mostrando a capacidade da engenharia nacional. A empresa continua sendo a responsável por desenvolver as soluções para as empresas brasileiras, como a produção de cilindros 30B e 48Y, para armazenamento de urânio, que antes eram comprados no mercado internacional. - Atendemos hoje a Marinha, com os cascos resistentes dos submarinos; a Eletronuclear, com os equipamentos para Angra III; e a Petrobras, com módulos, em parceria com as empresas EBE e EBSE; e bocas de sino para plataformas e navios de armazenamento (FPSO), entre nossos principais clientes. Uma carteira diferenciada para atender a todos os grandes projetos do país – frisou Cardoso. O assessor da Diretoria Industrial, Guilherme Alves, fez uma apresentação sobre as necessidades de investimento na empresa. Pronta a comemorar seus 35 anos, em 2015, a NUCLEP sofre com o processo de atualização dos equipamentos, que começou há cerca de dez anos. O assessor lembrou que a empresa tem boas perspectivas na área nuclear, com o contrato com a Marinha para o desenvolvimento dos equipamentos para o submarino a propulsão nuclear. Campolina ficou impressionado com a estrutura da NUCLEP e com o processo de fabricação dos equipamentos. Ele entendeu as necessidades da empresa e comprometeu-se a buscar formas de garantir o processo de modernização da empresa, que permitirá contratações de mais obras. - Percebi alguns problemas e entendo a real necessidade da NUCLEP. Vamos pensar em reforçar os investimentos e a estrutura esse ano – concluiu o ministro.

  • NUCLEP entrega últimos "embutidos" para Angra III

    A Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A – NUCLEP entregou na última sexta-feira (14/11) o último lote de peças, chamadas de embutidos, que servirão para a fixação dos equipamentos no prédio de contenção da usina de Angra III, em Angra dos Reis, no litoral sul fluminense. Elas são instaladas durante o processo de concretagem do prédio do reator, a fim de servirem como base para suportar a instalação perfeita dos equipamentos do coração da usina nucleoelétrica. Para o gerente Roberto Rocha, responsável desse contrato, as peças são importantes dentro do principal prédio da usina e serão instaladas logo em seguida, após a entrega. Além do octógono, um dos primeiros itens a serem concretados, as demais placas e chumbadores serão agora instalados, garantindo a segurança necessária para o posicionamento de todos os equipamentos. - Esses são itens importantes que fazem parte da construção do prédio de contenção, que precisam ser instalados exatamente nesse momento da obra. Foram os primeiros equipamentos desse tipo que a NUCLEP forneceu para Angra – afirmou Rocha. Além dos embutidos, a NUCLEP já entregou dois semi-condensadores e entregará, ao longo de 2015, mais equipamentos de grande porte, como acumuladores e outros semi-condensadores.

  • NUCLEP entrega últimos "embutidos" para Angra III

    A Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A – NUCLEP entregou na última sexta-feira (14/11) o último lote de peças, chamadas de "embutidos", que servirão para a fixação dos equipamentos no prédio de contenção da usina de Angra III, em Angra dos Reis, no litoral sul fluminense. Elas são instaladas durante o processo de concretagem do prédio do reator, a fim de servirem como base para suportar a instalação perfeita dos equipamentos do coração da usina nucleoelétrica. Para o gerente Roberto Rocha, responsável desse contrato, as peças são importantes dentro do principal prédio da usina e serão instaladas logo em seguida, após a entrega. Além do octógono, um dos primeiros itens a serem concretados, as demais placas e chumbadores serão agora instalados, garantindo a segurança necessária para o posicionamento de todos os equipamentos. - Esses são itens importantes que fazem parte da construção do prédio de contenção, que precisam ser instalados exatamente nesse momento da obra. Foram os primeiros equipamentos desse tipo que a NUCLEP forneceu para Angra – afirmou Rocha. Além dos "embutidos", a NUCLEP já entregou dois semi-condensadores e entregará, ao longo de 2015, mais equipamentos de grande porte, como acumuladores e outros semi-condensadores.

  • NUCLEP faz história produzindo cilindros para armazenamento de urânio

    Um momento histórico para a indústria brasileira. Assim o coordenador de Projetos da Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A – NUCLEP, Luís Gustavo Macedo, definiu a entrega dos cilindros 30B, destinado a armazenar urânio enriquecido, e 48Y, para urânio natural e/ou empobrecido, para as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende, no final de outubro. Os equipamentos são os primeiros produzidos no país e reforçam o caráter pioneiro da empresa na nacionalização de equipamentos. Luís Gustavo ressaltou que a NUCLEP está preparada para atender a demanda prevista pela INB para os próximos anos, inclusive com o crescimento da demanda do enriquecimento de urânio. A empresa espera agora a homologação dos cilindros pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) para adicionar mais esse produto a seu portfólio, fazer história e garantir equipamentos de qualidade a todos os parceiros que necessitem desses tipos de cilindros. - Esse é um marco na história da NUCLEP e da INB em relação à soberania nacional, já que nenhuma empresa brasileira comercializa esses cilindros ainda – afirmou Luís Gustavo, lembrando que a fabricação foi concluída segundo as normas ASTM VIII, ISO 7195: 2005 e as diretrizes da CNEN. O coordenador de Implantação e Comissionamento da INB, Vagner Bizzo, lembrou que, além da questão econômica, o início da produção desses equipamentos é estratégico para a empresa e para o projeto nuclear brasileiro. Ele lembrou que a INB, atualmente, importa os equipamentos da Europa, mas algumas empresas já sinalizaram que não continuarão com a produção, tornando essencial que o país apresente sua solução. O pioneirismo da NUCLEP foi destacado pelo superintendente de Enriquecimento Isotópico da INB, Ezio Ribeiro, uma vez que nunca uma embalagem para transporte de material nuclear foi projetada, fabricada, testada e licenciada no Brasil. Ele ressaltou que esses cilindros são de extrema importância para os propósitos comerciais e estratégicos da INB e do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP). - Cilindros desse tipo são imprescindíveis e essenciais para a operação e segurança das Fábricas de Conversão e Reconversão e da Usina de Enriquecimento de Urânio em operação tanto na INB, quanto no CTMSP – concluiu o superintendente de Enriquecimento.

  • Ministra quer reforçar caráter social do Centro de Treinamento Técnico

    A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, ressaltou nesta quarta-feira (15-10), durante visita ao estande da Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A – NUCLEP na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília, que quer reforçar o caráter social do Centro de Treinamento Técnico (ITT). Para ela, a melhor forma de se investir no desenvolvimento social é através da educação e qualificação profissional.Tereza Campello acompanhou as explicações sobre o trabalho desenvolvido pelo ITT e reconheceu que é importante buscar formas de melhorar cada vez mais o conteúdo pedagógico e envolver a comunidade nesse desenvolvimento. Ela quer visitar a NUCLEP a fim de conhecer a escola e encontrar um modo de transformar o ITT em um pólo irradiador de crescimento social para os aprendizes e toda a população do entorno.- Quero conhecer o Centro de Treinamento para ver uma forma de transformá-lo em uma ferramenta importante para o desenvolvimento social da região. A educação é o principal caminho para o resgate social – frisou a ministra, enquanto chamava o secretário nacional de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social, Oswaldo Duarte Filho, e  representantes do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) para conhecer os projetos apresentados no estande.O gerente do ITT, Rodolfo Guedes, lembrou que a escola foi a primeira construída em um parque industrial e referência para a criação do Pronatec. Os representantes do programa comprometeram-se a visitar o Centro de Treinamento Técnico, a fim de buscar investimentos para reforçar a escola como ferramenta de difusão de ciência, tecnologia e conhecimento.- Nós fomos a primeira escola dentro de um parque fábrica, dando início a uma política de qualificação aliada à produção. Queremos ampliar esse nosso papel de transformador da sociedade através do conhecimento – concluiu Guedes.

  • Ministros estimulam parceria de empresas para desenvolvimento da ciência

    Ao aplaudir a parceria do Instituto TIM com o CNPq para o lançamento de dois editais na área de divulgação científica, o ministro de Ciência Tecnologia e Inovação, Clélio Campolina, abriu nesta terça-feira (14-10) a 11ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no Distrito Federal. Ao lado do ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, ele estimulou novas propostas, a fim de dar aos trabalhadores um acesso mais fácil ao conhecimento e novas tecnologias.Campolina lembrou que o Brasil apresenta um déficit histórico em ciência e tecnologia, o que o levou a elogiar quatro estudantes que foram premiados na Feira Internacional de Tecnologia de Los Angeles, nos Estados Unidos, onde participaram estudantes de 70 países; e outros quatros que ganharam medalha de prata na Olimpíada de Astronomia e Astrofísica, na Romênia, disputando com alunos de 42 países. Para ele, a ciência precisa fazer parte do dia a dia da população.- Uma feira dessa natureza tem um papel extraordinário principalmente num país com as características do Brasil, onde nós temos um déficit educacional e científico histórico. É uma oportunidade de mostrar em várias partes do Brasil o papel central da educação, da ciência e da tecnologia para a promoção do desenvolvimento e neste ano, com um olhar especial para o compromisso social da educação e da ciência – frisou o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação.  O secretário de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social (Secis), Oswaldo Duarte Filho, mostrou a evolução da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia ao longo desses 11 anos. No primeiro ano, em 2003, foram 250 municípios com 1.800 atividades. Hoje há eventos de popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação em mais de mil municípios, com mais de 35 mil atividades acontecendo concomitantemente em todo o país. O evento de Brasília reúne mais de 100 expositores e deve ultrapassar os 100 mil visitantes até o próximo domingo.- A semana nacional, juntamente com outras ações de popularização como os nossos museus de ciências, as feiras de ciências e as olimpíadas, tem fomentado a ciência e a tecnologia na sociedade fazendo a divulgação do papel da ciência perante a população como um todo – afirmou o secretário.O ministro do Trabalho e Emprego ressaltou que é essencial considerar o acesso ao conhecimento e à tecnologia como mecanismos de inclusão social. Manoel Dias lembrou que são os jovens e os trabalhadores que estão com a missão de construir um país melhor para todos, assim como colocar o Brasil em seu lugar de direito entre os líderes do mundo.- Historicamente os trabalhadores foram tratados como mão de obra e eles precisam ser os principais detentores do conhecimento porque  são eles que vão construir a riqueza nacional – concluiu Dias.VISITAA presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, visitou o estande da Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A – NUCLEP na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em Brasília, e comprometeu-se a visitar o parque industrial e o Centro de Treinamento Técnico (ITT) ainda esse ano. Para ela, é preciso buscar parcerias para desenvolver e popularizar a ciência.- É a única forma de a gente poder educar de fato a população, mostrando que a ciência está presente no nosso dia a dia e é responsável pelos avanços, inclusive, da condição social.

  • Ministro visita estandes da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

    O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Clélio Campolina, visitou na tarde desta segunda-feira (13/10), os estandes das unidades de pesquisas e empresas ligadas ao MCTI, no Pavilhão de Exposições do Parque Sarah Kubitschek, em Brasília. A abertura do evento será nesta terça, mas o ministro queria agradecer pessoalmente a todos os que atenderam ao chamado para a difusão da ciência.Com o tema de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, a Semana, que reúne vários ministérios, quer mostrar aos alunos das redes pública e particular do Distrito Federal e cidades próximas, as pesquisas que estão sendo desenvolvidas em todo o país. A Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A – NUCLEP está presente com duas maquetes interativas, sendo uma casa inteligente e uma ponte rolante, mostrando os desafios enfrentados pelos trabalhadores no dia a dia do parque industrial.- Imagino os desafios enfrentados por esses trabalhadores. Ainda mais em uma empresa com porte da NUCLEP – frisou o ministro Clélio Campolina, acompanhado pelo secretário nacional de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social, Oswaldo Barba, enquanto tentava mover a carga na maquete da ponte rolante.O gerente do Centro de Treinamento Técnico (ITT), Rodolfo Guedes, reiterou a importância da participação em eventos como esse, para a troca de informações e experiências. A cada ano os instrutores que participam das feiras levam novas idéias para seus alunos e ajudam na difusão de uma ciência cada vez mais presente no dia a dia, levando os estudantes a pensarem um futuro cada vez melhor para a população.- Esses eventos são importantes por permitir a troca de experiências. Participar significa sair daqui com novas idéias e projetos, que irão estimular os estudantes a viver a ciência, a tecnologia e a inovação em seu dia a dia. E a NUCLEP quer ser sempre referência na qualidade de seus alunos e trabalhadores – concluiu Guedes.

  • NUCLEP quer ampliar atuação na montagem de módulos para plataformas

    Por Bruno Viggiano (bruno@petronoticias.com.br) -Com atuação no setor de Defesa, Energia Nuclear e Petróleo e Gás, a Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep) vêm buscando se especializar no topside de módulos de FPSOs, após participar de projetos como a P-51 e P-56. A expectativa da empresa é de crescimento do setor nos próximos anos, mesmo com a atual crise. A confiança vem da visão declarada da Petrobrás de que a Nuclep é uma parceira estratégica em seus negócios. Os projetos em que a Nuclep está envolvida serão entregues até o meio de 2015, mas o Diretor Industrial da Nuclep, Liberal Enio Zanelatto, acredita que novas oportunidades surgirão, e citou que algumas empresas já demonstraram interesse em fazer negócios com a estatal, como Modec e Promon.A Nuclep está buscando se especializar em montagem de módulos para plataformas offshore?Depois da P-51 e da P-56, que estivemos envolvidos com os módulos da parte de baixo, agora nós estamos mirando nos especializar na parte de cima, que é onde ficam os grandes equipamentos, os grandes vasos, a tubulação e etc. Então nós temos aproveitado as parcerias que temos com algumas empresas para entrarmos cada vez mais nessa parte. Criação de pipe shop, que acaba sendo uma expertise nova para a Nuclep. Temos condição de fazer a ocupação mais racional da nossa mão de obra.Quais os projetos estão em execução nesse momento e qual o cronograma de entrega deles?Cidade de Itaguaí, Cidade de Ilhabela e Boca de Sino para P-76 e P-77. Alguns serão entregues em fevereiro e outros em maio do ano que vem. Temos agora nesse tempo que procurar novos negócios. A Modec tem nos procurado, a Promon também está interessada em fazer algumas parcerias com a Nuclep.Dentro dos segmentos da empresa – Nuclear, Defesa e Petróleo e Gás –, qual é o maior?Hoje podemos dizer que a área nuclear está consumindo de 30% a 40% da mão de obra da Nuclep, a área de defesa, a mesma coisa, e o restante está no petróleo e gás. Só que como Petróleo e Gás é uma área que demanda muita mão de obra, nós acabamos usando do artifício de fazer contratos por meio de terceirizações.A intenção é que a participação de óleo e gás aumente?A Nuclep tem uma parte de área fabril que são os galpões principais onde você obrigatoriamente só pode fazer algumas obras ali dentro, enquanto no setor de óleo e gás muita coisa fica do lado de fora. Temos a vantagem de ter uma área externa muito grande. Eu diria que temos condição de ocupar o dobro do espaço que temos hoje. Temos energia elétrica disponível, fora o acesso que é muito bom para grandes centros.Quanto representa o setor de petróleo e gás no faturamento da Nuclep? E qual é esse valor?Cerca de 20%. Com os contratos que temos, algo em torno de R$ 25 milhões. As perspectivas são muito boas, já que a Nuclep tem alguns diferenciais que a tornam mais competitiva, como a localização privilegiada, em termos de logística, localizada na Rio-Santos, a apenas 80 quilômetros do Rio de Janeiro. Temos um terminal privativo para suas manobras de colocar módulo no mar a hora que quisermos. A distância entre o terminal marítimo e a fabrica é de apenas dois quilômetros e também deve ser destacada. Temos uma estrada interna nossa, onde podemos manobrar até 1.000 toneladas.A Nuclep também está sendo atingida por esse momento de baixa do mercado de petróleo e gás?Os contratos que nós temos nos deixam com perspectiva de algumas possibilidades. Área de defesa não sofre impacto algum, enquanto nuclear pelo contrário, porque o PAC inclui Angra 3. O que nós temos de demanda com petróleo e gás leva a empresa até meados do ano que vem, que é quando esperamos que surjam novas oportunidades, inclusive com a Petrobrás. Também estamos torcendo para que alguns parceiros conquistem novos contratos.O setor de óleo e gás da Nuclep tem perspectiva de crescimento ainda esse ano?Sim. Nós esperamos que sim. Tivemos reuniões com a diretoria da Petrobrás, o diretor de engenharia, José Figueiredo, já manifestou algumas vezes ter na Nuclep uma parceira estratégica da Petrobrás. Primeiro porque somos uma estatal, somos um parceiro com essa característica especial.Qual é a estrutura da empresa hoje?A Nuclep é sediada em Itaguaí e temos também nosso escritório na cidade do Rio de Janeiro, até mesmo por uma questão estatutária. Hoje nós temos cerca 1.000 empregados, dos quais 700 são da diretoria industrial. Desses 700, 500 são mão de obra direta. A Nuclep tem um corpo técnico bastante consolidado, somos uma empresa de caldeiraria pesada, trabalhando com soldas especiais, ligas especiais, uma empresa capaz de desenvolver e assimilar novos processos tecnológicos. Submarino é um exemplo, enquanto a área nuclear sempre tem mudanças e nós temos um corpo técnico capaz de assimilar novas tecnologias.Em quais projetos da área nuclear a Nuclep está envolvida?Estamos trabalhando com componentes pesados para a usina de Angra 3. O pacote dos condensadores, dos acumuladores e dois outros contratos para suporte, que chamamos de embutidos, que são peças metálicas de diversos tamanhos e dimensões, que são colocadas junto com a edificação civil da usina e servem de suporte para os grandes equipamentos. Nossa expectativa é de conclusão até o final do ano que vem, fechando com o cronograma de montagem da usina.Na área de Defesa, quais são os projetos em andamento?A Nuclep tem contrato com a Itaguaí Construções Navais para a construção de quatro cascos resistentes e submarinos convencionais da classe Scorpène francesa. Esse é um projeto que tem um fundo de transferência de tecnologia e temos como parceira a DCNS francesa. Já estamos fabricando o primeiro e o segundo submarinos. Também estamos produzindo componentes da planta de propulsão do submarino nuclear. No caso do submarino convencional, a tecnologia é toda francesa e a DCNS é a master do contrato, mas no caso do submarino nuclear a planta de propulsão não é vendida pela França, já que, como somente os membros do Conselho de Segurança da ONU detém essa tecnologia, ela não é vendida. Nesse caso, o desenvolvimento é todo da marinha do Brasil, e a Nuclep está envolvida na produção do VPE (Vaso de Pressão do Reator) e dos dois geradores de vapor da planta de propulsão do submarino nuclear.A Nuclep conta ainda com um Centro de Treinamento Técnico. Alguma ideia de quantos alunos já passaram por ele e qual a importância dele para a empresa?O Centro começou como uma escola de fábrica durante o governo do presidente Lula, e se tornou o grande formador de mão de obra da Nuclep. Hoje, cerca de 50% dos funcionários da nossa fábrica vieram do Centro Técnico. Sejam engenheiros ou técnicos. A escola técnica também tem a função de capacitar nosso pessoal. Por exemplo, solda submarina: são soldas especiais, logo, um soldador tem que ser muito bem qualificado. O processo de qualificação de um soldador para um submarino demora de seis a nove meses, para a qualificação. Nós temos essa estrutura para dar para nossos funcionários.Fonte: Petronotícias

  • NUCLEP participa de evento na Noruega de olho em tecnologias da área de óleo e gás

    Estar atento a novas tecnologias no segmento de Óleo e Gás. Essa foi a missão que a Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A – NUCLEP deu ao diretor Administrativo, Paulo Roberto Braga, e ao gerente geral de Programação e Controle da Produção, Dario Jorge Brandão, na 13 Annual International Oil and Gas Business Days, evento que faz parte da programação da Offshore Northern Seas (ONS), em Stavanger, na Noruega.Com a perspectiva de grandes negócios a médio e longo prazos, principalmente pelo aquecimento da demanda fabril no setor, a NUCLEP quer estar atenta às novidades nas áreas de equipamentos e tecnologias de fabricação, a fim de credenciar-se para atender ao mercado com a qualidade de sempre. Por ser a capital norueguesa do petróleo, a feira, que se realiza a cada dois anos, levou agora mais de 60 mil visitantes de todo o mundo.- A NUCLEP quer estar sempre alinhada com as mais modernas práticas de produção, a fim de ser sempre a referência no país em equipamentos de grande porte para os mais diversos mercados. Na área de Óleo e Gás estamos nos qualificando para investir em novos empreendimentos – afirmou Braga.Dario Brandão fez coro com o diretor, ressaltando que o evento serviu para atualizar os contatos com empresas que representam os grandes setores de bens e serviços no segmento offshore. Da mesma forma, possibilitou conhecer, em relação ao mercado nacional e internacional, novos fornecedores de matérias primas e equipamentos, assim como tecnologias que contribuirão para a melhoria dos processos de orçamentação, planejamento e fabricação durante a negociação de novos contratos de fornecimento de equipamentos para esse mercado.- Participar de feiras como essas permite que estejamos atualizados, mantendo a nossa capacidade de atender a atual demanda do mercado de Óleo e Gás. Como esse é um dos principais centros de negócios do mundo no setor, estamos em contato com o que há de mais moderno, podendo observar o que atende as nossas necessidades – concluiu Dario Brandão.

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