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  • NUCLEP quer ampliar atuação na montagem de módulos para plataformas

    Por Bruno Viggiano (bruno@petronoticias.com.br) -Com atuação no setor de Defesa, Energia Nuclear e Petróleo e Gás, a Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep) vêm buscando se especializar no topside de módulos de FPSOs, após participar de projetos como a P-51 e P-56. A expectativa da empresa é de crescimento do setor nos próximos anos, mesmo com a atual crise. A confiança vem da visão declarada da Petrobrás de que a Nuclep é uma parceira estratégica em seus negócios. Os projetos em que a Nuclep está envolvida serão entregues até o meio de 2015, mas o Diretor Industrial da Nuclep, Liberal Enio Zanelatto, acredita que novas oportunidades surgirão, e citou que algumas empresas já demonstraram interesse em fazer negócios com a estatal, como Modec e Promon.A Nuclep está buscando se especializar em montagem de módulos para plataformas offshore?Depois da P-51 e da P-56, que estivemos envolvidos com os módulos da parte de baixo, agora nós estamos mirando nos especializar na parte de cima, que é onde ficam os grandes equipamentos, os grandes vasos, a tubulação e etc. Então nós temos aproveitado as parcerias que temos com algumas empresas para entrarmos cada vez mais nessa parte. Criação de pipe shop, que acaba sendo uma expertise nova para a Nuclep. Temos condição de fazer a ocupação mais racional da nossa mão de obra.Quais os projetos estão em execução nesse momento e qual o cronograma de entrega deles?Cidade de Itaguaí, Cidade de Ilhabela e Boca de Sino para P-76 e P-77. Alguns serão entregues em fevereiro e outros em maio do ano que vem. Temos agora nesse tempo que procurar novos negócios. A Modec tem nos procurado, a Promon também está interessada em fazer algumas parcerias com a Nuclep.Dentro dos segmentos da empresa – Nuclear, Defesa e Petróleo e Gás –, qual é o maior?Hoje podemos dizer que a área nuclear está consumindo de 30% a 40% da mão de obra da Nuclep, a área de defesa, a mesma coisa, e o restante está no petróleo e gás. Só que como Petróleo e Gás é uma área que demanda muita mão de obra, nós acabamos usando do artifício de fazer contratos por meio de terceirizações.A intenção é que a participação de óleo e gás aumente?A Nuclep tem uma parte de área fabril que são os galpões principais onde você obrigatoriamente só pode fazer algumas obras ali dentro, enquanto no setor de óleo e gás muita coisa fica do lado de fora. Temos a vantagem de ter uma área externa muito grande. Eu diria que temos condição de ocupar o dobro do espaço que temos hoje. Temos energia elétrica disponível, fora o acesso que é muito bom para grandes centros.Quanto representa o setor de petróleo e gás no faturamento da Nuclep? E qual é esse valor?Cerca de 20%. Com os contratos que temos, algo em torno de R$ 25 milhões. As perspectivas são muito boas, já que a Nuclep tem alguns diferenciais que a tornam mais competitiva, como a localização privilegiada, em termos de logística, localizada na Rio-Santos, a apenas 80 quilômetros do Rio de Janeiro. Temos um terminal privativo para suas manobras de colocar módulo no mar a hora que quisermos. A distância entre o terminal marítimo e a fabrica é de apenas dois quilômetros e também deve ser destacada. Temos uma estrada interna nossa, onde podemos manobrar até 1.000 toneladas.A Nuclep também está sendo atingida por esse momento de baixa do mercado de petróleo e gás?Os contratos que nós temos nos deixam com perspectiva de algumas possibilidades. Área de defesa não sofre impacto algum, enquanto nuclear pelo contrário, porque o PAC inclui Angra 3. O que nós temos de demanda com petróleo e gás leva a empresa até meados do ano que vem, que é quando esperamos que surjam novas oportunidades, inclusive com a Petrobrás. Também estamos torcendo para que alguns parceiros conquistem novos contratos.O setor de óleo e gás da Nuclep tem perspectiva de crescimento ainda esse ano?Sim. Nós esperamos que sim. Tivemos reuniões com a diretoria da Petrobrás, o diretor de engenharia, José Figueiredo, já manifestou algumas vezes ter na Nuclep uma parceira estratégica da Petrobrás. Primeiro porque somos uma estatal, somos um parceiro com essa característica especial.Qual é a estrutura da empresa hoje?A Nuclep é sediada em Itaguaí e temos também nosso escritório na cidade do Rio de Janeiro, até mesmo por uma questão estatutária. Hoje nós temos cerca 1.000 empregados, dos quais 700 são da diretoria industrial. Desses 700, 500 são mão de obra direta. A Nuclep tem um corpo técnico bastante consolidado, somos uma empresa de caldeiraria pesada, trabalhando com soldas especiais, ligas especiais, uma empresa capaz de desenvolver e assimilar novos processos tecnológicos. Submarino é um exemplo, enquanto a área nuclear sempre tem mudanças e nós temos um corpo técnico capaz de assimilar novas tecnologias.Em quais projetos da área nuclear a Nuclep está envolvida?Estamos trabalhando com componentes pesados para a usina de Angra 3. O pacote dos condensadores, dos acumuladores e dois outros contratos para suporte, que chamamos de embutidos, que são peças metálicas de diversos tamanhos e dimensões, que são colocadas junto com a edificação civil da usina e servem de suporte para os grandes equipamentos. Nossa expectativa é de conclusão até o final do ano que vem, fechando com o cronograma de montagem da usina.Na área de Defesa, quais são os projetos em andamento?A Nuclep tem contrato com a Itaguaí Construções Navais para a construção de quatro cascos resistentes e submarinos convencionais da classe Scorpène francesa. Esse é um projeto que tem um fundo de transferência de tecnologia e temos como parceira a DCNS francesa. Já estamos fabricando o primeiro e o segundo submarinos. Também estamos produzindo componentes da planta de propulsão do submarino nuclear. No caso do submarino convencional, a tecnologia é toda francesa e a DCNS é a master do contrato, mas no caso do submarino nuclear a planta de propulsão não é vendida pela França, já que, como somente os membros do Conselho de Segurança da ONU detém essa tecnologia, ela não é vendida. Nesse caso, o desenvolvimento é todo da marinha do Brasil, e a Nuclep está envolvida na produção do VPE (Vaso de Pressão do Reator) e dos dois geradores de vapor da planta de propulsão do submarino nuclear.A Nuclep conta ainda com um Centro de Treinamento Técnico. Alguma ideia de quantos alunos já passaram por ele e qual a importância dele para a empresa?O Centro começou como uma escola de fábrica durante o governo do presidente Lula, e se tornou o grande formador de mão de obra da Nuclep. Hoje, cerca de 50% dos funcionários da nossa fábrica vieram do Centro Técnico. Sejam engenheiros ou técnicos. A escola técnica também tem a função de capacitar nosso pessoal. Por exemplo, solda submarina: são soldas especiais, logo, um soldador tem que ser muito bem qualificado. O processo de qualificação de um soldador para um submarino demora de seis a nove meses, para a qualificação. Nós temos essa estrutura para dar para nossos funcionários.Fonte: Petronotícias

  • NUCLEP participa de evento na Noruega de olho em tecnologias da área de óleo e gás

    Estar atento a novas tecnologias no segmento de Óleo e Gás. Essa foi a missão que a Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A – NUCLEP deu ao diretor Administrativo, Paulo Roberto Braga, e ao gerente geral de Programação e Controle da Produção, Dario Jorge Brandão, na 13 Annual International Oil and Gas Business Days, evento que faz parte da programação da Offshore Northern Seas (ONS), em Stavanger, na Noruega.Com a perspectiva de grandes negócios a médio e longo prazos, principalmente pelo aquecimento da demanda fabril no setor, a NUCLEP quer estar atenta às novidades nas áreas de equipamentos e tecnologias de fabricação, a fim de credenciar-se para atender ao mercado com a qualidade de sempre. Por ser a capital norueguesa do petróleo, a feira, que se realiza a cada dois anos, levou agora mais de 60 mil visitantes de todo o mundo.- A NUCLEP quer estar sempre alinhada com as mais modernas práticas de produção, a fim de ser sempre a referência no país em equipamentos de grande porte para os mais diversos mercados. Na área de Óleo e Gás estamos nos qualificando para investir em novos empreendimentos – afirmou Braga.Dario Brandão fez coro com o diretor, ressaltando que o evento serviu para atualizar os contatos com empresas que representam os grandes setores de bens e serviços no segmento offshore. Da mesma forma, possibilitou conhecer, em relação ao mercado nacional e internacional, novos fornecedores de matérias primas e equipamentos, assim como tecnologias que contribuirão para a melhoria dos processos de orçamentação, planejamento e fabricação durante a negociação de novos contratos de fornecimento de equipamentos para esse mercado.- Participar de feiras como essas permite que estejamos atualizados, mantendo a nossa capacidade de atender a atual demanda do mercado de Óleo e Gás. Como esse é um dos principais centros de negócios do mundo no setor, estamos em contato com o que há de mais moderno, podendo observar o que atende as nossas necessidades – concluiu Dario Brandão.

  • NUCLEP participa da Rodada de Negócios da Rio Oil & Gas 2014

    Credenciar-se para o mercado de Óleo e Gas e, ao mesmo tempo, buscar empresas que trabalhem produtos que interessem à área fabril da Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A – NUCLEP. Esse foi o norteador da participação da empresa na Rodada de Negócios da Rio Oil & Gas 2014, no Riocentro, nos dias 16 e 17 de Setembro. Com perspectivas de ampliar a participação no segmento, a NUCLEP tem buscado todas as formas de estar qualificada para futuras parcerias no setor, tanto para a produção, quanto para a aquisição de insumos. Essa visão, segundo o funcionário Antonio Fleury, da Gerência de Suprimentos, estimula a busca contínua de fornecedores que tenham produtos e tecnologias que interessem à empresa. - Essas rodadas são importantes por aproximar a NUCLEP de fornecedores e conhecer melhor o mercado e o que ele tem a oferecer. A qualidade e o tamanho de nossa empresa atraem grandes parceiros, que poderão estar atuando conosco agora, ou no futuro – frisou Fleury. A Rio Oil & Gas, que termina nesta quinta-feira, é a maior feira do segmento na América Latina, atraindo grandes empresas que atuam nos mais diversos setores dentro do mercado. Além de empresas nacionais, com o advento do pré-sal, o número de delegações estrangeiras interessadas em investir no país aumentou, seja no fornecimento de produtos e consultoria até busca de parceiros para projetos em conjunto.

  • NUCLEP entrega primeiro grande equipamento para usina de Angra 3

    A Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A – NUCLEP começou a entregar os grandes equipamentos da Usina de Angra 3. No dia 29 de Agosto foi entregue um semi-condensador, com 170 toneladas, sendo que outro equipamento igual deverá estar deixando o parque industrial de Itaguaí no final de setembro. Dois outros equipamentos serão enviados para Angra dos Reis apenas em 2015. A obra, de alta tecnologia de fabricação, representa o primeiro embarque de grandes equipamentos para a terceira unidade da Unidade Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, no Sul Fluminense. Hoje as duas unidades – Angra 1 e Angra 2 – produzem um terço da energia elétrica consumida no Rio de Janeiro e 3% da produção nacional, segundo dados da Eletrobrás. - Esse é o primeiro equipamento de grande porte para a futura usina e reitera a excelência da NUCLEP na produção dos componentes das usinas nucleoelétricas – frisou o engenheiro Carlos Frederico, responsável pelos contratos junto à Eletronuclear. Com sofisticados processos de soldagem, cada condensador recebe aproximadamente 35 mil tubos de titânio, que efetua a refrigeração do sistema secundário da usina, através da troca térmica com a água do mar.

  • NUCLEP entrega à ICN seção de qualificação dos submarinos

    Foi um momento histórico. A Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A – NUCLEP entregou à Itaguaí Construções Navais (ICN) na última semana a seção de qualificação dos submarinos com tecnologia francesa. Os presidentes Jaime Cardoso, do NUCLEP, e Pascal Le Roy, da ICN, assim como o coordenador do Programa de Desenvolvimento dos Submarinos (PROSUB), almirante Gilberto Max Roffé Hirschfeld, parabenizaram os trabalhadores pelo sucesso do empreendimento. Para Cardoso, a entrega do equipamento reiterava o compromisso da NUCLEP em atender às necessidades estratégicas da Nação. Pioneira em várias obras, a empresa é sempre chamada quando é preciso garantir conteúdo local com qualidade em equipamentos inéditos no país. Assim foi na época dos cascos semissubmersíveis de plataformas; na construção dos submarinos com tecnologia alemã, da classe Tupi; e continua em projetos de grande importância para a indústria nacional. - Esse é um marco da indústria. A NUCLEP sempre respondeu com excelência a todos os projetos que chegaram a esse parque industrial, consciente de que estamos desenvolvendo a soberania nacional. Quero parabenizar cada um dos nossos trabalhadores – frisou o presidente Jaime Cardoso. O presidente da ICN acompanhou as palavras de Cardoso, creditando ao comprometimento de todos o sucesso do projeto. Ele lembrou que desde o processo de qualificação, junto à DCNS, na França, até o dia a dia no parque industrial em Itaguaí, a colaboração de toda a equipe tem sido a marca do triunfo da construção dos SBRs. Coordenador do PROSUB, o almirante Max ressaltou a importância do programa e da qualificação dos funcionários para a produção de equipamentos de qualidade. Ele lembrou que esse é um projeto estratégico, já que são poucos os países que detêm essa tecnologia. O almirante aplaudiu o envolvimento de todos nessa conquista, independente de idioma, bandeira ou nome de empresa. Esse, reiterou, é um exemplo de sucesso de toda uma Nação. - Esse é um programa importante, que representa investimento na soberania nacional. Todos os senhores estão de parabéns pelo sucesso desse projeto – aplaudiu o almirante. Participaram ainda do evento os diretores Industrial, Administrativo e Comercial da NUCLEP, Liberal Zanellato, Paulo Roberto Braga e Alexandre Gadelha, respectivamente; a gerente geral da presidência da NUCLEP, Isabela Bragança; o coordenador executivo do PROSUB, almirante Pinto Corrêa; o diretor executivo da Odebrecht Defesa e Tecnologia, André Amaro; o diretor superintendente da Odebrecht Infraestrutura, Fábio Gandolfo; o presidente do Consórcio Baía de Sepetiba, Sérgio Cunha; o diretor industrial da ICN, Antonio Costa; o diretor de Operações da ICN, Cléber Siqueira; o diretor Administrativo da ICN, Carlos Oliveira; o almirante José Alberto Accioly Fragelli, ex-coordenador do PROSUB; o representante do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Ademir Cavalcanti; e o representante da Associação de Empregados da NUCLEP, Maurício Rosa.

  • NUCLEP homenageia funcionário que ganhou Olimpíada de Inspeção por Ultrassom

    O reconhecimento da qualidade de seus profissionais. Assim o presidente da Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A – NUCLEP, Jaime Cardoso, avaliou a conquista do primeiro prêmio da Olimpíada de Inspeção por Ultrassom, do Congresso Nacional de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção (Conaend), da Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção (Abendi), em São Paulo, no final de julho, pelo funcionário Ivanderley Thomaz de Aquino, da Gerência Geral de Controle de Qualidade. O profissional, que trabalha na NUCLEP desde a década de 80, começou sua carreira em 1972, no estaleiro Ishikawajima do Brasil. Consciente da importância que a nova empresa tomaria no cenário industrial do país, decidiu trabalhar na área de equipamentos nucleares, sempre nessa área de ultrassom. Para Aquino, tão importante quanto fazer seu trabalho com qualidade é preparar as futuras gerações para atender com a mesma excelência os novos desafios. - Esse é um prêmio muito especial, que representa muito em minha carreira. Como trabalho nessa área, significa o reconhecimento, ajuda muito. Tenho a consciência da importância do que faço e, por isso, trabalho na qualificação de pessoal – frisou Ivanderley Thomaz de Aquino.Ele foi homenageado durante a entrega da seção de qualificação dos submarinos à Itaguaí Construções Navais (ICN), na última quarta-feira (03/09), com uma placa especial. 

  • NUCLEP participa de conferência ASME atenta às novidades

    Estar sempre atenta às novidades dos processos de fabricação de vasos de pressão (equipamentos que operam com pressões superiores às da atmosfera para operacionalizar os processos de produção industrial) e tubulações. Essa foi a proposta da Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A – NUCLEP em sua participação na ASME 2014 Pressure Vessels & Piping Conference, na Califórnia, nos Estados Unidos, onde o gerente geral de Controle da Qualidade, Rogério Barçante, e o Coordenador Especial de Engenharia de Soldagem, Pedro Ivo, estiveram presentes. Os dois foram acompanhar os diversos estudos sobre novos métodos de soldagem, de inspeção e novos materiais, apresentados na conferência. Com a evolução dos processos de soldagem nos últimos anos, os engenheiros querem atualizar a literatura fabril, a fim de garantir a universalização da informação precisa a todos os funcionários e manter a excelência da qualidade da NUCLEP. - Fomos conhecer o que há de mais moderno na nossa área, ou seja, na fabricação e inspeção de vasos de pressão. Essas conferências representam um grande investimento para os profissionais, já que são locais onde o que há de mais moderno é apresentado – frisou Barçante. A Conferência serviu para a troca de experiências entre empresas de todo o mundo, aprimorando os processos de produção a nível geral, uma vez que casos de sucesso na solução de problemas são apresentados, já antecipando soluções para problemas que poderão, ou não, acontecer no futuro. A qualidade, ressaltou Barçante, é conseqüência da maior eficiência nos processos de fabricação, cabendo à sua gerência aferir o nível de qualidade alcançado e se está dentro das normas contratuais. Preocupados em manter a empresa dentro das normas mais atuais, os dois estão programando a participação na próxima conferência, em julho de 2015, em Boston. Até lá, é revisar todo o material existente, atualizando os processos e qualificando os profissionais dentro das novas normas.  Para Pedro Ivo, é essencial ter um processo de qualificação permanente, preparando os funcionários para os desafios que são impostos a grandes indústrias, como a NUCLEP.

  • NUCLEP e Firjan começam a mapear áreas para parcerias estratégicas

    Foi uma primeira reunião, mas que deixou a certeza de que o futuro reserva boas parcerias estratégicas entre a Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A – NUCLEP e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – Firjan. Essa pode ser a melhor definição do encontro para o mapeamento das possibilidades de ação conjunta em diversas áreas, que aconteceu na última semana e já deverá ter novos desdobramentos até meados deste mês. Para a gerente geral de Relações Institucionais, Marília Kairuz Baracat, essa conversa é resultado de uma idéia que surgiu durante a Offshore Technology Conference (OTC), em Houston, no mês de maio. Nesse primeiro momento sentaram à mesa, pela NUCLEP, gerentes do Centro de Treinamento Técnico (ITT), do Meio Ambiente, da Segurança do Trabalho, da Medicina do Trabalho e um representante da produção. Pela Firjan, representantes das áreas Ambiental, Relação com Empresas, Serviços Tecnológicos e de Qualidade de Vida. - Essa é uma primeira reunião, que certamente levará a boas parcerias para ambos. Em cada feira e evento buscamos o que pode ser desenvolvido em prol de nossa empresa, em melhoria para os nossos trabalhadores – frisou o diretor Administrativo Paulo Roberto Braga, que vem participando das conversas desde os Estados Unidos. O gerente do Centro de Tecnologia SENAI Ambiental, Paulo Roberto Furio, ainda durante a visita ao ITT, animou-se com a possibilidade de construir junto com a escola um projeto de modernização e atualização tecnológica, buscando linhas de financiamento que atendam às necessidades da empresa. Consciente do trabalho que já vem sendo desenvolvido, principalmente nas áreas Ambiental e de Medicina do Trabalho, Furio acredita que existam mais portas a serem abertas em todas essas áreas, garantindo sempre a melhoria da qualidade de atendimento ao trabalhador. A Firjan, por exemplo, tem buscado no estado parceiros para desenvolvimento de novos produtos, em sintonia com as demandas apresentadas durante a OTC. Furio explicou que algumas palestras em Houston abriram portas para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras no mercado nacional, em parceria com grandes players estrangeiros da área de óleo e gás. - Temos muitas possibilidades que podem ser mapeadas e desenvolvidas. Tenho certeza de que esse primeiro passo foi importante e irá se transformar em conquistas, principalmente, para os trabalhadores. Tenham certeza de que o foco das parcerias será sempre ampliar a qualidade da NUCLEP – concluiu Furio.

  • NUCLEP participa de pesquisa da ABDI sobre Empresas Estratégicas de Defesa

    Mapear as Empresas Estratégicas de Defesa (EEDs) e descobrir a realidade de cada uma, com suas perspectivas para o mercado que se abre com a regulamentação das empresas. Esse é o foco da pesquisa que está sendo coordenada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), visitando as primeiras empresas a receberem a certificação, entre elas a Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A - NUCLEP. As informações servirão como base para as diretrizes que serão definidas para as empresas do segmento pelos ministérios da Defesa; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio; da Ciência, Tecnologia e Inovação; e Planejamento, Orçamento e Gestão, com informações mais próximas da realidade das empresas. Os pesquisadores buscam identificar os desafios e as perspectivas de cada uma, assim como pontuar as possibilidades de crescimento no mercado. Para o diretor industrial da NUCLEP, Liberal Zanelatto, esse estudo é de extrema importância, por oferecer à Nação um perfil desse novo segmento. No caso da NUCLEP, ele lembrou que a questão estratégica ultrapassa a construção dos cascos de submarinos. Liberal explicou, por exemplo, que os equipamentos para as usinas nucleolétricas são estratégicas, assim como os diversos projetos desenvolvidos no parque industrial de Itaguaí, como os cascos semissubmersíveis para as plataformas P-51 e P-56, até então produzidas no exterior; e os cilindros 30B e 48Y, para transporte de elemento combustível das usinas nucleares e depósito de resíduos, respectivamente, que eram comprados fora do país. - A questão estratégica ultrapassa o submarino, já que podemos dizer que a área nuclear também é ligada à defesa da soberania do país. Esse estudo será de grande importância para balizar o desenvolvimento de nossa indústria nas próximas décadas – frisou o diretor industrial. O especialista em Desenvolvimento Produtivo nos segmentos Aeronáutico, Defesa e Espacial, da ABDI, Antônio Tafuri, disse que a proposta é criar um material que possa dar suporte ao planejamento da política industrial com informações mais precisas. - Esse será um estudo inédito no segmento, capaz de oferecer um retrato do setor para o governo. Ele permitirá que se estruturem políticas que atendam as empresas e garantam o desenvolvimento das empresas de defesa. O aprofundamento da pesquisa criará uma ferramenta importante para a promoção de ações governamentais que construam um novo horizonte para o mercado estratégico – concluiu Tafuri.

  • Treinamento mostra que sustentabilidade começa nas compras

    Dar as ferramentas necessárias para que o setor de Compras da Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A – NUCLEP possa buscar produtos que atendam aos critérios de Sustentabilidade. Essa foi a preocupação da palestra Compras Públicas Sustentáveis e Compras Compartilhadas, que integra a política de treinamento da empresa na busca permanente de uma gestão mais eficiente. Para a gerente de Meio Ambiente, Viviane Montebello, a NUCLEP já inclui critérios de sustentabilidade como anexo aos contratos, entretanto é necessário que os gestores façam cumprir esses critérios e tenham um pensamento sustentável em todo o processo. Ela afirmou que gestores e fiscais tem por obrigação fazer uma avaliação crítica de seus processos de compra. - Quando eu pensar em comprar um produto é necessário buscar opções que causem menor impacto. Capacitar os gestores para pensar a sustentabilidade em todo o processo é a nossa preocupação, alinhando cada vez mais a prática em nosso dia a dia com as diretrizes e metas do Plano de Logística Sustentável (PLS) – ressaltou Viviane. Convidado para falar sobre o assunto, o responsável pela área de Compras do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Paulo Sérgio Rocha de Ornelas, órgão do Ministério do Meio Ambiente, começou desmistificando o critério preço como entrave para as melhores práticas. Ele apresentou um modelo de compra sustentável de 48 itens de material de expediente, compartilhado com dez órgãos da administração federal. - Não temos dados, mas a idéia de que produtos sustentáveis são mais caros pode ser real se a compra for isolada. Quando se compra em grande escala o custo do material cai significativamente e não ultrapassa o valor de uma compra tradicional. Hoje em dia a mentalidade é a de que o ganho econômico precisa ser pensado em conjunto com o ambiental e o social – frisou Ornelas. O diretor Administrativo e gestor do PLS, Paulo Roberto Braga, agradeceu, em nome do presidente Jaime Cardoso, a participação dos responsáveis pela área de Compras de diversas instituições, como Unirio, Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia (Into), Prefeitura de Nilópolis e o próprio Jardim Botânico, entre outros. Ele afirmou que essa troca de experiências enriquece o serviço público e garante o uso eficiente dos recursos em produtos que não causem impactos ao meio ambiente. Ele ressaltou a preocupação da NUCLEP em buscar sempre políticas que garantam preço e qualidade.

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